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Tempo de mudanças
Muita coisa tem acontecido na minha vida ultimamente. Muitas decisões precisam ser tomadas, muitas mudanças radicais... Bom, algumas também nem tão radicais. Por exemplo, o endereço do blog. Depois da dica do meu velho, resolvi migrar para o blogger. Anotem aí, o novo endereço é:
http://www.polemic-guy.blogspot.com/
Até lá!!
Escrito por Tiago às 00h00
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Mecanismos de mercado
No post abaixo, a Dri fez alguns comentários que me forçam a explicar melhor o porquê da minha opinião de que temos um problema de excesso de profissionais qualificados, apesar de a educação formal não ser motivo de orgulho pra nenhum brasileiro.
Como eu disse anteriormente, o Brasil forma todos os anos milhares de bacharéis, mestres e doutores. Isto significa que a mão-de-obra disponível para as empresas brasileiras é, em tese, muito melhor qualificada do que há anos atrás e, oxalá, muito mais produtiva. Ora, se um trabalhador é mais produtivo hoje do que há anos atrás, significa que as empresas precisam de menos trabalhadores para continuar produzindo no mesmo nível anterior. O desemprego estrutural, que acompanhamos há pelo menos 20 anos, é fruto desta lógica. Bem, se um único trabalhador, com nível educacional mais elevado, hoje produz mais do que quatro trabalhadores produziam há 10 anos atrás, as empresas podem pagar a este um salário até 3 vezes maior e ainda assim estarão reduzindo seus custos! Por outro lado, há um incentivo para os trabalhadores buscarem elevar seu nível educacional porque, em primeiro lugar, precisam competir por uma vaga com pessoas de alta "qualificação" que são o foco prioritário para as empresas agora. Além disto, o sujeito pode, de quebra, elevar consideravelmente seus rendimentos. Com rendimentos maiores, a tendência é de que os hábitos de consumo destes trabalhadores também se modifiquem. Afinal, com mais dinheiro no bolso, quem não vai querer comprar aquela tv de sei lá quantas polegadas, dolby-digital-plus-master-tabajara??? Portanto, este processo aumenta o mercado potencial para as empresas que estão instaladas aqui. O comércio cresce, a indústria se fortalece e contrata novos serviços, enfim, viramos primeiro mundo!
Estorinha bonita, né? E por que na vida real o buraco é mais embaixo? Em primeiro lugar, há 30 anos atrás, o Brasil fez uma escolha equivocada, privilegiando o mercado interno ao invés de se voltar para o resto do mundo. Enquanto nos viramos pra dentro, acreditando que era possível desenvolver um mercado forte, fechado para o comércio internacional, outros países resolveram ocupar o espaço de que abrimos mão. Hoje vemos os asiáticos em geral (Coréia, Cingapura, Hong Kong) além dos gigantes China e Índia atendendo a parcelas expressivas do consumo norte-americano e europeu e expandindo a renda a taxas expressivas. Já o Brasil...
E o que isto tem a ver com o mercado de trabalho dos milhares de brasileiros com educação superior que são o tema da discussão? Absolutamente tudo! Ao optar por um modelo que não foi capaz de gerar um crescimento verdadeiro, o Brasil perdeu a oportunidade de se inserir de forma mais marcante no mercado internacional. Não temos um número razoável de grandes empresas brasileiras competindo no mercado mundial. Um parcela bastante expressiva das exportações brasileiras de produtos manufaturados é na forma de transações intra-firmas, ou seja, as grandes multinacionais que operam em escala global e utilizam o país como plataforma de exportação, produzindo aqui porque os custos de mão-de-obra e matéria-prima são menores e vendendo nos grandes mercados mundiais. Significa que o crescimento da economia fica limitado à capacidade do mercado interno de absorver a produção. Se este não cresce, como de fato temos observado há tanto tempo, as empresas não tem nenhum motivo para produzir mais. Se as empresas não produzem mais, vão precisar de cada vez menos trabalhadores, principalmente porque os trabalhadores se esforçarão para serem cada vez mais qualificados e produtivos. Com menos trabalhadores atendendo a mesma produção, o resultado é muito familiar a qualquer um de nós: alto nível de desemprego, baixo crescimento econômico, concentração de renda. Temos então um “exército industrial de reserva” altamente qualificado! Marx ia adorar conhecer o Brasil de hoje...
Escrito por Tiago às 15h56
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No blog Inteligência Estratégica [http://cndpla.blog.uol.com.br] o Jorge Hori vem conduzindo uma discussão interessantíssima. Sua visão é de que, ao contrário do que se pensa, o problema brasileiro não é a falta de educação. Na verdade, há um excesso de pessoas educadas e bem-qualificadas, disputando um mercado de trabalho cada vez mais restrito. Acho a colocação muito pertinente e acertada. Já discuti isto algumas vezes e acho que vale a pena voltar ao tema.
O Brasil forma, a cada ano, milhares de bacharéis, mestres e doutores. Não vou entrar no mérito da qualidade dos cursos, que é tema para outra discussão. O fato é que o país continua olhando pro próprio umbigo e achando que é um grande mercado consumidor. Pode ser em números absolutos. Mas quando se compara o mercado nacional ao resto do mundo, dá pra ter uma dimensão da nossa insignificância. As empresas que produzem aqui, para ser competitivas e manter sua fatia do mercado, vão utilizar cada vez menos mão-de-obra. A disputa por um lugar no mercado de trabalho vai ser cada vez mais acirrada. É um círculo vicioso. Menos mão-de-obra empregada significa menor renda disponível pra consumo e, portanto, um mercado consumidor cada vez mais reduzido, que vai exigir que as empresas sejam ainda mais competitivas.
A participação brasileira no comércio internacional é vergonhosa. As empresas brasileiras precisam descobrir que nós não somos o País das Maravilhas que gostamos de pensar que somos. A orientação da política externa deste governo está equivocada neste ponto. A diplomacia Sul-Sul é interessante do ponto de vista geopolítico. Mas não dá dinheiro. (Quando comparada às oportunidades que a integração com mercados de verdade)
Escrito por Tiago às 22h59
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Erro estratégico
Acho que está na hora de deixar este blog com a minha cara. Tenho evitado postar sobre assuntos polêmicos e acho que isso é um grande erro. Por isso vou falar sobre um assunto que discutimos neste fim-de-semana e que, depois de algum tempo, fez com que a Dri resolvesse discutir comigo de novo.
O tema era a viabilidade de polítcas públicas como instrumento para inserir as camadas mais carentes no mercado de trabalho. Lembrei de uma reportagem que li, há alguns anos atrás, citando uma iniciativa da prefeitura de Porto Alegre em oferecer qualificação profissional a crianças de rua. A idéia era leva-las a um abrigo e oferecer cursos de artesanato e jardinagem (não me recordo se haviam outras profissões, mas já vale para dar a linha geral do meu argumento).
Minha crítica resume-se a um ponto específico. A falta de conexão entre essa iniciativa e a realidade dos tempos atuais. Tirar crianças das ruas é uma iniciativa mais do que louvável. Deve ser estimulado e levado a sério pelo poder público em várias instâncias. Mas, sendo prático, vai tirar essas crianças da rua, ensina-las a fazer artesanato, a cuidar de jardins e depois emprega-las aonde?? Nada contra as profissões de jardineiro e artesão, mas no mundo de hoje, qual o real espaço para estas atividades? Será que é uma boa aplicação para recursos públicos, que além de pertencerem à sociedade, são escassos? Não sou contra a medida em si, mas contra o foco equivocado. Cidades históricas em Minas Gerais têm oficinas de restauração de monumentos. É o tipo de medida acertada, porque está totalmente conectada com a realidade local. É o tipo de profissão que pode ser aplicada.
Grandes centros urbanos, como Porto Alegre (pra não falar de todas as outras grandes cidades), têm a responsabilidade de adotar medidas mais inteligentes. Caso contrário, ao invés de resolver uma questão social, estarão desperdiçando dinheiro e criando expectativas que serão frustradas muito em breve, quando os jovens em questão não conseguirem arranjar lugar no mercado de trabalho.
Escrito por Tiago às 22h31
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Se Deus existe, Ele gosta de mim
Resumo de um dia perfeito: Sol, praia, cerveja gelada e a companhia de duas mulheres maravilhosas. O que mais eu posso querer??
Conversar com elas me alegra o dia. Além de lindas, muito inteligentes. Só elas pra botar algum freio nas minhas idéias mais reacionárias. A gente "briga" muito, mas no fim, elas sabem que eu estou sempre certo... 
Escrito por Tiago às 22h17
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Fama em risco
Está ficando cada vez mais difícil manter a minha fama de mau... Mau-humorado, que fique claro. Vira e mexe, me pego olhando pra minha vida e, de repente, estou sorrindo. Se alguém me dissesse isto há um ano atrás eu diria que é completamente maluco! Agora estas coisas parecem estranhamente comuns. Confesso que isto me assusta um pouco. Como lidar com isto??? É muito esquisito olhar pro mundo ao meu redor e achar que as coisas podem dar certo. (Aposto que a Dri vai se divertir muito lendo - e respondendo - este post)
Acho, ou melhor, estou certo de que muito desta mudança de postura é resultado de milhares de conversas com alguns amigos nestes últimos tempos. Caramba, este negócio tá ficando muito meloso. Já deu. Deve ser culpa da música. Enquanto escrevo estou ouvindo a 4a. Sinfonia de Mozart. É impressionante o efeito da música clássica. Nunca tinha dado muita atenção pra isso, mas estou curtindo agora. O Roberto certamente ficaria orgulhoso em ler isto. Até alguns meses atrás eu só conhecia um ou dois nomes. Devia ter começado a ouvir antes. É maravilhoso.
Bom, por enquanto é só. Hora de mudar de assunto.
Escrito por Tiago às 13h07
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Estamos de volta!
Após um longo (e involuntário) recesso, estamos novamente no ar. Farei um esforço sobre-humano para manter este blog devidamente atualizado, apesar de todas as dificuldades no momento. Acho que é hora de contratar um estagiário...
Escrito por Tiago às 12h52
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O que realmente importa
Ontem foi um dia e tanto. Primeiro, houve o casamento de um grande amigo, aliás, um casal muito amigo. Foi uma cerimônia maravilhosa. Simples, mas muito emocionante. Confesso que jamais me imaginei dando valor pra este tipo de coisa, foi uma grata surpresa. A Betina estava simplesmente linda. Mais do que um belo trato no visual, o que me chamou a atenção era a felicidade dela, o olhar de realização. Seu sorriso ao entrar na igreja é uma imagem que vou guardar por muito tempo. Não me lembro de tê-la visto assim antes e fiquei muito, muito feliz por ela. Aliás, por eles.
Saí de lá pensando... Por mais que eu tenha, atualmente, minhas divergências quanto à Igreja e muitas outras instituições/convenções sociais a cerimônia religiosa tem um efeito muito forte. Já assisti muitas festas de casamento, sem cerimônia, e a impressão que tenho é que estas não têm a mesma intensidade. Por mais que haja o amor do casal, a felicidade em estarem juntos e compartilhando isto com os convidados, é bem diferente. A cerimônia religiosa parece dar um "tchan".
Depois disto ainda fui "bebemorar" o final da facul com duas amigas muito especiais. É impressionante o quão prazeroso é a companhia delas. Falamos de trabalho, carreira, relacionamentos, sentimentos, eleições, política (de um modo mais geral), de perspectivas, enfim, quase esqueço de ir embora. Acho que da próxima vez precisaremos começar a conversa de manhã, porque sempre parece que a gente ainda tem tanta coisa pra dizer.
Tenho dado muito valor pra estes momentos, especialmente nos últimos tempos. Quem diria...
Escrito por Tiago às 11h08
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William Homer
É impressionante o rebuliço que alguns assuntos conseguem causar. Um artigo publicado por um professor da USP, na revista Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=3590) se transformou num intenso debate, especialmente em algumas comunidades do orkut. No artigo, o professor diz que o apresentador do Jornal Nacional, em uma reunião de pauta, informou os visitantes (um grupo de professores da universidade) sobre uma pesquisa onde foi identificado o perfil do telespectador médio do JN. Trata-se de alguém que tem dificuldade pra entender notícias complexas e pouca familiaridade com siglas. Foi apelidado de Homer, em homenagem ao personagem do desenho Os Simpsons. Foi o suficiente pra que os pseudo-intelectuais de plantão caíssem de pau no JN. Ora, por que tanta importância assim pra um assunto tão pequeno??? Tá, o JN seleciona as notícias procurando agradar a um público identificado numa pesquisa. E daí?? A emissora tem um público-alvo, nada mais natural que tentar conhecê-lo e produzir "produtos" sob medida. Trata-se de uma empresa privada! Ah, ela explora a concessão de um serviço público. E daí?? Ninguém obriga o público a assistir. Se não me agrada, mudo de canal. Vou ler um jornal, vou passear na internet, ouço rádio. Se o produto não serve pra mim, não compro. Pra quê esse auê todo??
Em tempo, o apresentador enviou um texto à revista (http://www.cartacapital.com.br/index.php?funcao=exibirMateria&id_materia=3639), respondendo ao artigo do professor Laurindo Leal Filho. Antes tivesse ficado quietinho. Dizer que o personagem foi escolhido porque trata-se de "um trabalhador, chefe de família, perfil conservador, sem curso superior, que assiste tv quando chega do trabalho...", francamente Sr. Bonner, essa nem o Homer engole.
Escrito por Tiago às 22h34
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Só alegria!!!!
Yeeeeeeesssssssss!!!!!
Após cinco longos e tenebrosos anos, agora é oficial: mais um economista no mercado!!! A defesa da monografia foi na segunda-feira. Aliás, que sufoco!!! Não esperava levar tanta porrada! Mas tb houveram alguns elogios e o resultado final é o que importa: aprovado!! E ainda pude contar com o apoio moral da Dri, o que sempre vai fazer toda a diferença. Se alguém me dissesse há 6 anos atrás que hoje eu estaria formado eu ia rir e chamar de maluco. Ainda bem que eu me enganei! Agora é hora de descansar a cabeça, dar uma boa relaxada neste fim de ano e no ano que vem rachar pra valer e estar preparado pra ANPEC em outubro. A meta já está estipulada, o mestrado começa em 2007. FGV, me aguarde!!
Escrito por Tiago às 21h49
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Meu garoto!!
Estou muito contente. Hoje foi a formatura do meu sobrinho, o Erick, na pré-escola. Impressionante como o tempo passa rápido... Tenho muito orgulho deste menino. Preciso começar a selecionar boas leituras pra ele. Será que ainda é cedo pra ele começar a ler Jorge Amado?? Lembro do primeiro romance que li, aos 7 anos. Era um clássico da literatura norte-americana: John Steinbeck. O livro se chamava A pérola. Desconfio que ele vai acabar herdando nossa paixão pela literatura. Pelo menos eu e o avô dele vamos incentivar muuuuito. Só espero que ele não acabe sendo tão crítico quanto eu... o mundo não ia agüentar. 
Escrito por Tiago às 13h05
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O que eu ando ouvindo
Acabo de fazer uma aquisição e tanto: comprei o disco The Very Best of George Benson.
Fantástico! Eu devia ter feito isso antes. Talvez um dia eu deixe de ser tão mão-de-vaca e resolva me dar mais alguns presentes. É um ótimo disco. O cara é mesmo o rei do R&B. Recomendo a todos que têm bom gosto musical (e principalmente àqueles que não tem...). Também ando ouvindo muito B.B. King, Genesis (mas com o Phill Collins como vocal) e, claro, Cindy Lauper (Girls just wanna have fun... - e quem não quer?).
Hora de dormir. Cadê o meu cd do Johnny Rivers???
Escrito por Tiago às 23h28
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Welcome!!
Ok, eu mesmo me dou as boas vindas!!
Acabo de penetrar na blogosfera, seja lá o que isso quer dizer...
Como eu sou o único que pretende ler aquilo que for escrito aqui, vou me permitir falar mal de tudo e de todos. Medíocres do mundo, tremei!
Escrito por Tiago às 23h05
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